Síndrome do Pânico



A Síndrome do Pânico, ou o Transtorno de Pânico como seria mais adequado dizer, é um tipo de transtorno de ansiedade em que o indivíduo começa a apresentar CRISES DE PÂNICO que não são desencadeadas diretamente por nenhum estímulo. 

As CRISES DE PÂNICO são ataques súbitos de ansiedade intensa, que costumam durar de 5 a 30 minutos e que compreendem os seguintes sintomas: 

  • Medo de morrer e/ou de enlouquecer e/ou de perder o controle
  • Palpitações 
  • Sudorese 
  • Tremores ou abalos 
  • Sensação de falta ar ou sufocamento 
  • Sensação de aperto no peito ou desconforto torácico 
  • Desconforto abdominal
  • Náusea, vômito
  • Tontura ou vertigem 
  • Parestesias (formigamentos ou dormências) 
  • Calafrios 
  • Ondas de calor 
  • Desrealização (o mundo à volta fica estranho) 
  • Despersonalização (a própria pessoa sente-se estranha) 
Após o surgimento das CRISES DE PÂNICO a pessoa começa a relacionar situações, lugares e às vezes até pessoas à ocorrência das CRISES e a evitá-los, surgindo o que chamamos de COMPORTAMENTOS OU CONDUTAS DE EVITAÇÃO. Estes COMPORTAMENTOS levam a pessoa a limitar sua vida, restringindo suas possibilidades de atuação no mundo, abandonando atividade de trabalho, de lazer, diminuindo a possibilidade de conviver com amigos, ou mesmo em família, provocando seu isolamento progressivo. 


PESSOAS QUE PODEM APRESENTAR O TRANSTORNO

A princípio qualquer pessoa pode apresentar a doença: 

  • independente da idade (adultos, adolescentes, idosos, crianças) 
  • independente do gênero (homens, mulheres) 
  • independente do estado civil (casados, solteiros, viúvos) 
  • independente da situação laborativa (empregados, desempregados) 
  • independente do nível sócio-cultural (graduados, analfabetos) ou da profissão (médicos, donas de casa, advogados, dentistas, lavradores, engenheiros, psicólogos, comerciários, professores)
  • independente de crença religiosa (católicos, evangélicos, espíritas, agnósticos, ateus, etc.). 

TRATAMENTO

A Síndrome do Pânico é um dos transtornos de ansiedade que melhor responde ao tratamento. 

O tratamento é feito com medicamentos e psicoterapia, apesar de poder ser feito somente com medicamentos, caso a pessoa não deseje fazer terapia. Embora muitas pessoas desconheçam, há cerca de pelo menos 20 anos a base do tratamento é o uso de medicamentos que regulam a transmissão das vias serotoninérgicas do cérebro, isto é, regulam a serotonina. 

Estas substâncias não provocam dependência, não provocam sedação (não deixam a pessoa "dopada") e são seguros tanto para crianças e adolescentes, quanto para adultos de todas as idades, inclusive, pessoas portadoras de outras doenças com asma, diabetes, hipertensão arterial, cardiopatias, doenças renais, doenças do fígado, etc. 

Também existem remédios serotoninérgicos que tratam a SÍNDROME DO PÂNICO sem alterar o peso corporal e sem modificar o apetite. 

1 comentários:

byClaudioCHS disse...

Medo...
Vontade de dar um grito,
ou calar-se para sempre
De ficar parado, ou correr
De não ter existido
ou deixar de existir (morrer)
Não há razão quando a mente não funciona
(redundante, não?)
Vão extinguindo-se as questões
mesmo sem respostas
Perde-se, neste estágio,
a vontade de saber.
O futuro é como o presente:
É coisa nenhuma, é lugar nenhum.
Morreu a curiosidade
Morreu o sabor
Morreu o paladar
parece que a vida está vencida
Tenho medo de não ter mais medo.
Queria encontrar minhas convicções...
Deus está em um lugar firme, inabalável,
não pode ser tocado pela nossa falta de confiança
Até porque, na verdade, confio nele
O problema é que já não confio em mim mesmo
Não existe equilíbrio para mentes sem governo
A química disfarça, retarda a degradação
mas não cura a mente completamente
E não existem, em Deus, obrigações:
já nos deu a vida, o que não é pouco,
a chuva, o ar, os dias e noites
Curar está nele, mas, apenas retardaria a morte
já que seremos vencidos pelo tempo
(este é o destino dos homens)
e seremos ceifados num dia que não sabemos
num instante que mira nossa vida
e corre rápido ao nosso encontro lentamente
(ou rasteja lento ao nosso encontro rapidamente?)
Sei lá...
Mas não sei se quero estar aqui
para assistir o meu fim
Queria estar enclausurado, escondido...
As amizades que restam vão se extinguindo
e os que insistem na proximidade
são os mesmos que insistirão na distância,
o máximo de distância possível.
A vida continua o seu ciclo
É necessário bom senso
não caia uma árvore velha, podre, sobre as que ainda estão nascendo.
Os que querem morrer deixem em paz os que vão vivendo
Os que querem viver deixem em paz os que vão morrendo
Eu disse bom senso?
Ora, em estado de pânico não se encontra bom senso
nem princípios, nem razão, nem discernimento,
nem força alguma
Torna-se um alvo fácil
condenável pelos que estão em são juízo
E questionam: onde está sua fé?
e respondo: ela estava aqui agora mesmo...
ela não se extingui, mas parece que as vezes se esconde de mim...
o problema é que, quando a mente está sem governo
(falo de um homem enfermo)
é como um caminhão que perde o freio
descendo a serra do mar...
perde-se o contato com a fé e com tudo o que há...
e por alguns instantes (angustiantes)
não encontramos apoio, nem arrimo, nem chão, nem parede, nem mão...
ah... quem dera, quem dera...
que a mão de Deus me sustente neste instante...
em que viver é tão ou mais difícil que conjulgar todos os verbos...
porque sou, neste momento
a pessoa menos confiável para cuidar de mim mesmo...
tenho medo, medo...
medo de perder o medo
de sair da vida pela porta de saída...
medo de perder o medo
de apertar o botão "Desliga"...

http://progcomdoisneuronios.blogspot.com

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